A maioria das pessoas vive física, intelectual ou moralmente, num círculo muito restrito do seu ser potencial. Elas fazem uso de uma parte muito pequena de sua consciência possível.


( William James)


terça-feira, 23 de outubro de 2012

SUICIDIO COLETIVO




Os índios da aldeia Guarani-Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, pedem há vários anos a demarcação das suas terras tradicionais, hoje ocupadas por fazendeiros e guardadas por pistoleiros. Estes índios sabem que não tem chance de sobreviver longe do rio Hovy, no município de Naviraí, de onde tiram o seu sustento, e hoje estão cercados pelos pistoleiros que trabalham para os ruralistas que os expulsaram de lá. Alguns já foram sequestrados, torturados e assassinados. Desesperados, os líderes indígenas da aldeia Guarani-Kaiowá remeteram ao Conselho Indigenista Missionário (CIMI), uma carta que anuncia o SUICÍDIO COLETIVO de 170 homens, mulheres e crianças se a Justiça Federal mandar retirar o grupo da Fazenda Cambará, onde estão acampados provisoriamente
às margens do rio Hovy.
Precisamos pressionar a Justiça Federal para que restitua a terra aos índios Guarani-Kaiowá, impedindo que sejam despejados da margem do rio onde sempre viveram. A nossa mobilização pode ser a única chance de impedir esta tragédia e salvar a vida e a cultura desse povo.
Leia a íntegra da carta dos índios aqui:
http://blogapib.blogspot.com.br/2012/10/carta-da-comunidade-guarani-kaiowa-de.html



2 comentários:

  1. Vamos devolver o Brasil aos índios... E nós? Vamos morar onde? Raposa-Serra do Sol... Marãwatsédé... agora essa... Onde vamos parar? E eu tio, onde fico?

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  2. Índios saqueiam supermercado e polícia é orientada para acompanhar a distância e evitar confronto






    Continua a onda de saques dos índios xavantes em Nova Xavantina, a 650 km de Cuiabá. Na manhã desta terça-feira (14) os xavantes saquearam um supermercado. Mais de cem índios inclusive usando um caminhão carregaram mantimentos do supermercado Peg Pag Avenida no centro da cidade. Os índios deram início a onda de saques segunda-feira revoltados com o fato que um deles foi baleado por dois jovens.


    Usando o argumento que estão atrás dos suspeitos, os xavantes estão entrando na casas de parentes ou amigos dos suspeitos e pegando utensílios do lar como televisores, aparelhos de som, ventiladores, botijões de gás e até mesmo motos. Há informações que eles já pegaram quatro motos.


    Cerca de trinta policiais acompanham a distancia o saque dos índios porque foram orientados pelo coronel Jorge Luís para entrarem em confronto com os indígenas enquanto que eles tiverem saqueando mercadorias. “A ordem é acompanhar a distancia. Agora se eles partirem para agressão a qualquer cidadão nós vamos agir”, informou um oficial que está na operação.


    O efetivo da PM foi reforçado em Nova Xavantina com a Força Tática de Barra do Garças e um efetivo de Água Boa. O clima é tenso na cidade. As pessoas estão com medo de saírem nas ruas e serem abordadas pelos índios que estão armados com borduna, arcos e flechas e pintados como se fossem para guerra.


    Os índios estão agindo desta forma após um deles ser baleado com seis tiros domingo (12) numa briga com dois jovens de Nova Xavantina. Os suspeitos Maninho Cabeção e Deco teriam desentendido com Levi Xavante e efetuaram os disparos não se sabe ao certo se o motivo seria por causa de droga ou furto de uma bicicleta.


    Após esse fato, os xavantes que moram dentro da cidade decidiram fazer justiça por contra própria e estão a procura dos suspeitos.


    Das quatro casas invadidas somente uma pertenceria a um parente dos acusados. Os xavantes informaram que decidiram saquear o supermercado Peg Pag Avenida porque tiveram o proprietário teria ligação a um dos suspeitos.


    Levi Xavante está hospitalizado em Barra mas não corre risco de morte.


    Para sorte dos suspeitos eles não estão na cidade, acredita a polícia. Caso eles sejam encontrados pelos índios podem ser linchados diz um policial. Uma equipe da Funai foi acionada para acalmar os índios e encontra-se nesse momento conversando com os caciques na tentativa de acabar com o impasse.

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