A maioria das pessoas vive física, intelectual ou moralmente, num círculo muito restrito do seu ser potencial. Elas fazem uso de uma parte muito pequena de sua consciência possível.


( William James)


segunda-feira, 28 de maio de 2012

AQUECIMENTO GLOBAL = PURO INTERESSE POLÍTICO

Já estamos no Cinturão de Fótons

 Muito se fala de 2012, mas pouco efetivamente se conhece. Segue um texto rápido e esclarecedor, para desmistificar um pouco a profecia e trazer uma linguagem simples, ofertando ânimo extra para nossas ações como sincronizadores biosféricos.


O sistema solar gira em torno de Alcione, estrela central da Constelação de Plêiades. Esta foi a conclusão dos astrônomos Freidrich Wilhelm Bessel, Paul Otto Hesse, José Comas Solá e Edmund Halley, depois de estudos e cálculos minuciosos.


Nosso Sol é, portanto, a oitava estrela da constelação – localizada a aproximadamente 28 graus de Touro – e leva 26 mil anos para completar uma órbita ao redor de Alcione, movimento terrestre também conhecido como Precessão dos Equinócios.


A divisão desta órbita por doze resulta em 2.160, tempo de duração de cada era “astrológica” (Era de Peixes, Aquário, etc).


Descobriu-se também que Alcione tem à sua volta um gigantesco anel, ou disco de radiação, em posição transversal ao plano das órbitas de seus sistemas (incluindo o nosso), que foi chamado de Cinturão de Fótons.


Um fóton consiste na decomposição ou divisão do elétron, sendo a mais ínfima partícula de energia eletromagnética, algo que ainda se desconhece na Terra. Detectado pela primeira vez em 1961, através de satélites, a descoberta do cinturão de fótons marca o início de uma expansão de consciência além da terceira dimensão. A ida do homem à Lua nos anos 60 simbolizou esta expansão, já que antes das viagens interplanetárias era impossível perceber o cinturão.


A cada dez mil anos o Sistema Solar penetra por dois mil anos no anel de fótons, ficando mais próximo de Alcione.



A última vez que a Terra passou por ele foi durante a “Era de Leão”, há cerca de doze mil anos.Na Era de Aquário, que está se iniciando, ficaremos outros dois mil anos dentro deste disco de radiação. Todas as moléculas e átomos de nosso planeta passam por uma transformação sob a influência dos fótons, precisando se readaptar a novos parâmetros.


A excitação molecular cria um tipo de luz constante, permanente, que não é quente, uma luz sem temperatura, que não produz sombra ou escuridão. Talvez por isso os hinduístas chamem de “Era da Luz” os tempos que estão por vir.


Desde 1972, o Sistema Solar vem entrando no cinturão de fótons e em 1998 a sua metade já estará dentro dele. A Terra começou a penetrá-lo em 1987 e está gradativamente avançando, até 2.012, quando estará totalmente imersa em sua luz. De acordo com as cosmologias maia e asteca, 2.012 é o final de um ciclo de 104 mil anos, composto de quatro grandes ciclos maias e de quatro grandes eras astecas.


Desde a década de oitenta, quando a Terra começou a entrar no Cinturão de Fótons, estamos nos sintonizando com a quarta dimensão e nos preparando para receber a radiação de Alcione, estrela de quinta dimensão. Zona arquetípica de sentimentos e sonhos, onde é possível o contato com planos mais elevados, a quarta dimensão é emocional e não física. As idéias nela geradas influenciam e detonam os acontecimentos na terceira dimensão, plano da materialização.


Humbatz Men, autor de origem maia, fala em “Los Calendários” sobre a vindoura “Idade Luz”. Bárbara Marciniak, autora de “Mensageiros do Amanhecer”, da Ground e “Earth”, da The Bear and Company e a astróloga Bárbara Hand Clow, que escreveu “A Agenda Pleiadiana”, da editora Madras, receberam várias canalizações de seres pleiadianos.


Essas revelações falam sobre as transformações que estão ocorrendo em nosso planeta e nas preparações tanto físicas quanto psíquicas a que precisamos nos submeter para realizarmos uma mudança dimensional.




Segundo as canalizações, a esfera quadri-dimensional é regida pelas energias planetárias de nosso sistema solar, daí um trânsito de Marte, por exemplo, causar sentimentos de poder e ira. Para realizar esta expansão de consciência é preciso fazer uma limpeza, tanto no corpo físico como no emocional, e transmutar os elementais da segunda dimensão a nós agregados, chamados de miasmas. Responsáveis pelas doenças em nosso organismo, os miasmas são compostos de massas etéricas que carregam memórias genéticas ou de vidas passadas, memórias de doenças que ficaram encruadas e impregnadas devido a antibióticos, poluição, química ou radioatividade.


Esses miasmas estão sendo intensamente ativados pelo Cinturão de Fótons. Os pensamentos negativos e os estados de turbulência, como o da raiva, também geram miasmas, que provocam bloqueios energéticos em nosso organismo. Trabalhar o corpo emocional através de diversos métodos terapêuticos – psicológicos, astrológicos ou corporais – ajuda a liberar as energias bloqueadas. A massagem, acupuntura, homeopatia, florais, meditação, yoga, o tai-chi, algumas danças, etc, são também técnicas de grande efetividade, pois mexem com o corpo sutil e abrem os canais de comunicação com outros planos universais.


As conexões interdimensionais são feitas através de ressonância e para sobrevivermos na radiação fotônica temos que nos afinar a um novo campo vibratório. Ter uma alimentação natural isenta de elementos químicos,viver junto à natureza, longe da poluição e da radiatividade, liberar as emoções bloqueadas e reprimidas, contribuem para a transição.


Ter boas intenções é essencial, assim como estar em estado de alerta, para perceber as sincronicidades e captar os sinais vindos de outras esferas. Segundo a Agenda Pleiadiana, de Bárbara Hand Clow, o Cinturão de Fótons emana do Centro Galáctico. Alcione, o Sol Central das Plêiades, localiza-se eternamente dentro do Cinturão de Fótons, ativando sua luz espiralada por todo o Universo.




Mas afinal… e nós nisso tudo?


Nós somos os mais beneficiados com tudo isso. Todos nós, os seres encarnados na Terra, estamos passando por um processo de iniciação coletiva e escolhemos estar aqui nesta difícil época de transição de nosso planeta, que atingirá todo o Universo.


Os fótons funcionam como purificadores da raça humana e através de suas partículas de luz, às quais estamos expostos nos raios solares, dentro em breve estaremos imersos nesta“Era de Luz”, depois de 11 mil anos dentro da Noite Galáctica ou Idade das Trevas, como os hindus se referiam a Kali Yuga. Como um sistema de reciclagem do Universo, o Cinturão de Fótons inicia a Era da Luz. Existem diversas formas da humanidade intensificar sua evolução, desenvolvendo um trabalho de limpeza dos corpos emocionais, com o uso de terapias alternativas, como florais, Yoga, Sahaja Maithuna,musicoterapia, cromoterapia entre muitos outros.


São terapias e práticas que trabalham com a cura dos corpos sutis,além de curar outras já instaladas, evitando que muitas doenças sejam desenvolvidas, antes mesmo de alcançar o corpo físico.


Cada partícula vai se alojando em todos os cantinhos de nosso planeta trazendo a consciência (Luz), a Verdade, a Integridade e o Amor Mútuo.


Cada um de nós tem um trabalho individual para desenvolver aliado ao trabalho de conscientização da humanidade. Os corpos que não refinarem suas energias não conseguirão ficar encarnados dentro da terceira dimensão, pois a quarta dimensão estará instalada. E todos nós redescobriremos a nossa multidimensionalidade e ativaremos nossas capacidades adormecidas dentro da Noite Galáctica. A inteligência da Terra será catalizada para toda a Via Láctea.


Todos estes acontecimentos foram registrados no Grande Calendário Maia, que tem 26 mil anos de duração e termina no solstício de inverno, no dia 21 de dezembro de 2012 dC, que marca a entrada definitiva da Terra dentro do Cinturão de Fótons por 2000 anos ininterruptos. Consciência é Luz. Luz é Informação. Informação é Amor. Amor é Criatividade.


FONTE: http://yezzipublications.com

quinta-feira, 24 de maio de 2012


Além do Cidadão Kane


Além do Cidadão Kane é um documentário produzido pela BBC de Londres - proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial - que trata das relações sombrias entre a Rede Globo de Televisão, na pessoa de Roberto Marinho, com o cenário político brasileiro.


- Os cortes e manipulações efetuados na edição do último debate entre Luiz Inácio da Silva e Fernando Collor de Mello, que influenciaram a eleição de 1989.

- Apoio a ditadura militar e censura a artistas, como Chico Buarque que por anos foi proibido de ter seu nome divulgado na emissora.

- Criação de mitos culturalmente questionáveis, veiculação de notícias frívolas e alienação humana.

- Depoimentos de Leonel Brizola, Chico Buarque, Washington Olivetto, entre outros jornalistas, historiadores e estudiosos da sociedade brasileira.


"Todo brasileiro deveria ver Além do Cidadão Kane"

BBC de Londres
Produtor: Simon Hartog


quarta-feira, 23 de maio de 2012

NORMOSE - A doença de nosso século




Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito “normal” é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema.


Quem não se “normaliza”, quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.
A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento que “exercem” tanto poder sobre nossas vidas?


Nenhum João, Zé ou Maria bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha “presença” através de modelos de comportamento amplamente divulgados.


A normose não é brincadeira.


Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer a quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?


Então, como aliviar os sintomas desta doença? Um pouco de auto-estima basta.


Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo.


Criaram o seu “normal” e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.


Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações. Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.


Por isso divulgue o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.




Freud já dizia, no início do século, que nossos hábitos são o resultado de normas inconscientemente introjetadas. O que significa que agimos mais ou menos robotizados. Até certo ponto, isto representa uma economia de energia. Não dá para refletir sobre cada movimento que fazemos diariamente. Hábitos são resultado de consensos que, por sua vez, vão gerar normas – normas de vida, normas alimentares, normas de pensamento, normas políticas.


Só que nem todas as normas são boas. Existem aquelas que levam à doença, ao conflito, à morte. E aí é que a norma leva à normose , ou seja, uma doença mental para além da neurose e da psicose e que ainda não foi descoberta pela psiquiatria e talvez, por isso mesmo, ainda não tenha sido classificada pelo PIB.


Alguns exemplos de normose: o cigarrinho depois (ou antes) do cafezinho. Além de viril, o cigarro confere um ar de desenvoltura àquele que fuma. E o chopinho da sexta feira? Este é sagrado, não é? Não mata, mas pode dar uma barriguinha. E a capirinha? E o baseado? Não tem problema, todo mundo faz! Por que não? E depois, o que vão pensar de mim?


A normose leva a hábitos inconscientes perniciosos, como o hábito natural de comer arroz polido, pão branco, café, carne, açucar branco, ovos com hormônio, tranquilizantes, mania de remédios , som bem alto, etc., etc. A normose na agricultura leva ao hábito dos agrotóxicos, das queimadas, da crença de que a fertilidade da terra é inesgotável; na educação, gera métodos de ensino que levam à produção de autômatos em série; na política, a prática normal da corrupção pela ausência natural de valores éticos; na relação entre os sexos, o machismo, que é a crença numa supostamente natural superioridade do homem sobre a mulher.


E, finalmente, a normose na ciência ( ficou por último, mas não por acaso), e que pode estar na base de uma crença generalizada na separatividade, que, sob a forma de dualismo, gera distorções básicas na percepção da realidade. Um exemplo disso é a exigência de “objetividade”, em teses e pesquisas do estudo acadêmico, que elimina a percepção singular do sujeito em favor daquilo que todos vêem no objeto. Como se isso fosse possível... mas, assim é o método científico. Onde está o sujeito que sente, percebe, opina, julga, escolhe? O cientificismo o descarta sumariamente...


Outro exemplo de normose geral que atinge toda a humanidade é a de considerar como normal o uso das guerras para resolver conflitos e desavenças entre nações. Existe até um conceito jurídico de "guerra justa" que sanciona esta normose bellígena.


Esta última normose é ainda reforçada por outra normose que faz com que os povos acreditem piamente serem proprietárias da terra que ocupam, levando demasiadamente a sério as fronteiras e os limites territoriais. Esquecem que todas as fronteiras que nascem os conflitos violentos, que seja fronteiras territoriais, ideológicas, epistemológicas, políticas ou religiosas.


O próprio sentimento de propriedade é também produto de uma normose geral. Podemos em última instância considerar-mos como proprietários de objetos que todos são constituídos de materiais provindo da terra? Somos proprietários da Terra?


Uma das causas essenciais da destruição ecológica é a normose de posse da Terra. Até muito recentemente a humanidade inteira se conduzia como se fosse proprietária da Terra, achando que podia explorá-la indefinidamente. Aliás a crença de que os recursos naturais são inesgotáveis também é uma normose geral em plena regressão.


Mais uma causa fundamental de destruição da vida no nosso Planeta é a Normose Consumista já conhecida sob o termo de Consumismo. É ela que deu ensejo ao aparecimento do novo conceito econômico de Desenvolvimento Sustentável ou melhor ainda Viável. A Normose consumista transforma a população do mundo num verdadeiro formigueiro destrutivo da vida no Planeta.


Quais são as consequências da normose da separatividade? O sujeito se vê separado do objeto e vai percebê-lo através de sensações de prazer ou desprazer . Freud detectou isso na relação mãe-filho(a) e percebeu a importância, a nível psíquico, do fator emocional na separação do corpo materno. A partir dessa separação originária (que também é uma crença ) definem-se 3 caminhos possíveis de relação com o outro/objeto (mãe, pai, irmão, amigos, namorado(a), marido, esposa, etc.) : o apego, a recusa ou a indiferença. Nem é preciso dizer que cada um desses sentimentos gera uma multiplicidade de outros mais, como o ciúme, a rivalidade, a raiva, o desprezo, a possessividade, a competição, a depressão, o isolamento, o medo...


A crença na separatividade acabou levando a uma verdadeira mutilação do sentimento de inteireza de si mesmo, pela hiper valorização do uso do hemisfério cerebral esquerdo, responsável por nossas funções racionais, lógicas e analíticas. O hemisfério direito, sede de nossas intuições, pensamentos criativos e sintéticos, acabou caindo em desvalia, para prejuízo de nosso sentimento de inteireza.


Ora, saúde requer integração, e não divisão. Um corpo saudável não funciona apenas com alguns órgãos. Imaginem se um normotico de carteirinha decide que a partir de agora vai usar apenas os órgãos superiores do corpo, desprezando os outros. Não é o que acontece com nossas funções intelectuais em detrimento das imaginativas? Aquelas são sérias, estas nem tanto...


A integração de nossas funções psíquicas (Razão, Emoção, Intuição e Sensação) vai ao cerne da normose, desafiando a crença na separatividade, na medida em que reconecta o ser à sua inteireza, à sua unicidade. A normose coletiva que nos limita e condena à parcialidade alienante pode ser o maior desafio que nosso século esteja enfrentando. Porque falta o coração na ciência, na política, na vida...


A consciência tem vários níveis de percepção do real e o interpreta subjetivamente. Portanto, objetividade é pura subjetividade. Não possui nenhum estatuto de garantia da verdade. É apenas uma interpretação possível entre outras. O que vai determinar sua singularidade é o estado (nível) de consciência onde a percepção atua.


Analisando nosso cotidiano, é perceptível o nível de normose que a população em geral se encontra. Greves, transporte público de péssima qualidade e mesmo assim, todos são obrigados a pagar pelo uso sem reclamar...mas e por que ninguém reclama? porque isto é o ''normal''. Todos os dias as pessoas se submetem a isto por acharem que é normal viver nesta condição. 


Todos reclamam da corrupção no país, e por que ninguém faz nada? porque acham que a vida é assim mesmo, afinal, tem até programas na televisão que ajudam a descontrair esta realidade hipócrita que todos vivem, através de seus programas imbecís de humor de quinta categoria...e por que as pessoas assistem a estas porcarias? por que riem desta patifaria e da realidade tragicômica? porque é normal... mas o pior...todos acham que ter MEDO é normal...sim, pois se todos agirem para ter mudanças sociais a polícia estará do lado do governo como sempre...e por que ninguém questiona tudo isto? porque é normal viver como gado... 


Copa do mundo no Brasil? salários gigantes para jogadores de futebol que são supervalorizados exatamente porque distraem a população para que ninguém pense na realidade cotidiana, ensino público e atendimento público de saúde de péssima categoria e por que ninguém questiona? ah, porque é normal calar a boca e viver a vida empurrando com a barriga...


Texto introdutório de Michel Schimidt e Mani Alvarez.
Créditos: NORMOSE OU ANOMALIAS DA NORMALIDADE (Pierre Weil)




sexta-feira, 18 de maio de 2012

segunda-feira, 14 de maio de 2012

OLHE O PRÓXIMO COMO A TI MESMO



“Nada fora de nós mesmos pode nos fazer sofrer”.
(Byron Katie)


A palavra amar as vezes me parece ser bem mal compreendida entre as pessoas ainda. No momento em que você consegue permanecer o maior tempo no espaço silencioso entre os pensamentos corriqueiros diários ou seja, no silêncio mental, o estado do não-julgamento e não identificação com a separatividade irreal que se faz através de todas as formas físicas externas, surge o verdadeiro amor. Quando eu não julgo nada e nem ninguém eu aceito todas as minhas imperfeições tão normais como a de qualquer ser humano na busca da evolução da consciência. Como o sábio CHAMALÚ diz, este é um grande planeta escola onde só aprendemos e evoluimos através dos outros. 


Vejo este plano terreno como um grande micélio cósmico gigante, onde todos nós em espirito somos um só ser, juntamente com o planeta e todos os seres vivos. Se eu julgo ou subjugo qualquer ser, não reconheço a grandiosidade espiritual e a perfeição que está neste grande espírito que tudo é, que está em todos nós. Se eu não aceito algo ou alguém, projeto defeitos que na visão egóica não percebo em mim, então vejo em outras pessoas. 


No estado do não julgar, nasce a percepção da contemplação infinita, eu olho tudo com os olhos da divindade que está em mim e em tudo. Claro que é difícil olhar a situação planetária hoje com tantas guerras e maus tratos contra a mãe natureza, mas se pensarmos que este é um universo holográfico onde nada é real, tudo é temporário e tudo é caminho para o despertar da consciência cósmica, eu começo aceitar tudo e todos como exatamente são, sem mais criar ilusões ou achar que tudo deveria ser como eu quero. O estado de aceitação não tem nada a ver com passividade perante os fatos, pois, neste estado eu saio da condição de ''vítima'' que é o que a matrix impõe sobre um ser adormecido. No estado de aceitação é onde surge todas as possibilidades para agir e modificar minha própria vida e consequentemente como uma reação em cadeia, modificar o entorno em que vivo. Todo erro é uma ponte para o acerto e esta jornada da vida é grandiosa e somos seres muito grandiosos escondidos atrás de um ego que nossa ''educação'' nos fez acreditar como sendo o verdadeiro ''eu''.


No estado passivo eu adormeço cada vez mais na ilusão da matrix, eu não me vejo com poder pessoal para modificar nada, me vejo fragmentado, não tenho forças para auxiliar o meu próximo nesta caminhada rumo a evolução, eu me vejo separado e completamente dual. Vivo na polaridade de bem e mau, ruim e bom, certo e errado. Julgo os outros como se eles tivessem a obrigação de agir conforme minhas expectativas, me magôo facilmente com qualquer coisa, fico na autopiedade, fico esperando coisas cairem do céu. Neste estado eu desconheço o amor verdadeiro, só reconheço o que minha vibração emite, ou seja, a paixão, o apego, a competição, a violência. Acredito que o ser reativo faz parte deste estado. 


Somente quando eu aceito todas as limitações que existem no meu processo de despertar a consciência, eu automaticamente aceito tudo e todos ao meu redor, como seres no mesmo barco do ''engatinhar'' para a evolução da consciência cósmica infinita. Somente neste estado de compreensão da minha ilusão perante aos fatos, eu enxergo que os limites que meu ego diz serem verdadeiros, não são reais. Acredito que o significado do que Jesus disse '' Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra'' era exatamente em compreender o grau evolutivo de cada ser, pois, o sofrimento é ilusório assim como a imperfeição. Se você acredita com todas as suas forças que é um ser incapaz, que é um pecador, então você só verá isto também nas outras pessoas...


Só é possível amar a todos quando eu vivenciar a compreensão (compaixão) de todo processo evolutivo. Neste estado eu não quero ser o salvador de nada, guia de nada, não vou falar sobre a vida alheia, não vou aceitar ouvir comentários negativos sobre outras pessoas...e se possível até tenho a escolha de me afastar das pessoas que ainda vivem nesta opção de ver a vida desta forma negativa pois, a incompatibilidade vibratória pode acontecer neste caso por serem dois seres com propósitos diferentes, mas que não há erro nisto, cada ser ESCOLHE QUANDO ACORDAR e isto independe de fatores externos. O movimento é interior sempre. Neste caso também me afasto por RESPEITO ao momento de vida e de escolha do meu próximo pois, ele ainda acredita no sofrimento e no apego a matéria física e que necessita desta desta lição para despertar.


Isto também é amar, o respeitar, o compreender cada coisa no seu devido lugar aparentemente na superfície, mas em essência sendo cada parte cumprindo o propósito do UM (evolução). Alguns leitores que me mandam e-mails discutindo sobre et's negativos, iluminatis, fim do mundo e etc., talvez não tenham compreendido minhas respostas... 
Mas resumidamente, só atraímos o que transmitimos e se estamos no planeta encarnados vivenciando a desigualdade social, os iluminatis no comando dos governos mundiais e etc., foi porque aceitamos inconscientemente ou conscientes tudo isto, em algum planeta ou galáxia próxima da terra, antes de escolhermos reencarnar aqui...


Sim!!! escolhemos estar aqui agora neste corpo físico e a maioria de nós esqueceu deste fato pois, se todos nós lembrássemos disso, poderíamos mudar a vibração planetária e evitar o sofrimento coletivo. Mas como disse, se alguns acreditam ser necessário o sofrimento para o próprio aprendizado, viverá nele. Somos energia, espírito, unidade cósmica e não este corpo físico.


A mente sendo a matrix, com toda a ilusão que cria, não é nosso verdadeiro ser. Como o nagualismo diz, a mente quem nos deu foi o predador, ela não nos pertence e não precisamos dela como ela precisa de nós... O poder de decisão é nosso e sempre foi pois, a nossa vontade (intento) é feita sempre inconscientes deste fato ou conscientes de nosso poder interior. Seja mestre da sua vida!

domingo, 13 de maio de 2012

O Medo

 Você não admite para os outros, mas está com medo. Anda com medo. Na hora tranqüila da cabeça no travesseiro ele aparece. Faz tempo. O resultado você conhece. É um sentimento meio difuso, estranho, que acompanha o seu sono, os sonhos, os seus passos e aperta o seu coração mesmo sem nenhum perigo imediato. Está tudo bem com você, e num instante ele está lá. É uma das doenças do nosso tempo. Um filho do Kali Yuga que conta com a nossa ajuda, já que estamos sempre dormindo acordados. Ele se transveste de várias formas como agitação, preocupação, ansiedade, nervosismo, tensão, pavor, fobia, etc. e é sempre algo que poderá acontecer, nada no momento. Você, ou melhor, o seu corpo está aqui e agora, e a sua mente está no futuro.  Há um intervalo aí no meio, um espaço. Nele cresce a angústia. Você está identificado com a sua mente e perdeu o contato com a simplicidade e o poder  do Agora.
Essa angústia será sua companhia constante. Sabe o porque? Se ela fosse apenas um fato comum que acontece na vida, você até poderia saber o que fazer mas ela é outra coisa, é apenas uma projeção mental. Não tem jeito lidar com a pré-ocupação, com o futuro. Quando você não está no Agora, quem está por trás do seu mental é o ego. Ele é um ser mimado, vulnerável, medroso e inseguro, mesmo que se finja de forte. Ele só vê ameaça em tudo. Está aí a raiz do medo.

A gente é como uma carruagem, com o dono, o cocheiro, o cavalo e a própria carruagem. Em outras palavras, o Eu verdadeiro, a mente, a emoção e o corpo., Pense bem: se esse “eu falso, o ego” que tomou o lugar do cocheiro da carruagem é medroso, e a emoção é a reação do corpo à mente, que mensagem o corpo está recebendo do ego, o falso eu interior construído pela mente? Perigo, perigo, estamos sendo ameaçados. E qual é a emoção gerada? Medo, é claro.

O medo parece ter muitas causas. Temos medo de perder, falhar, ser feridos, mas todos os medos podem se resumir a um só: o medo que o ego tem da morte. Para o ego, a morte está rondando. Quando estamos identificados com o ego substituindo a mente, o medo da morte afeta cada aspecto da nossa vida, mesmo que a gente conscientemente não se dê conta disso.

Quer um exemplo? Numa discussão corriqueira, porque eu tenho uma necessidade de estar certo e demonstrar que o outro está errado? Se descobrirmos que estamos errados, nosso ego dentro da mente sente que corre um risco de destruição. Então como o ego, você não pode errar. Errar é morrer. Os relacionamentos terminam por isso, as guerras acontecem por isso. Se os nossos líderes estivessem no Agora, não haveria guerras.

Agora imagine que eu consiga não me identificar com o ego na mente. O que acontece? A rigor, não faz a menor diferença para o nosso verdadeiro Eu Interior se eu estou certo ou errado.Ter sempre razão é uma forma disfarçada de violência, e na hora em que você consegue ficar no Agora ela vai desaparecer.  Dá perfeitamente para a gente dar a nossa opinião tranqüila e calma sobre qualquer assunto sem ser agressivo ou tentar ganhar a qualquer preço. Sem agressividade ou defesa. Se estivermos centrados no instante exato que se levanta o ego na discussão, o sentido do eu interior passa a fluir de um lugar profundo dentro de mim, não mais da minha mente contaminada pelo ego.


Faça sempre a pergunta para você: O que eu estou de fato defendendo? Depois de algumas vezes desse exercício, a gente começa a fluir e ganhar liberdade e espaço. Tente também o seguinte: “vou entrar nessa discussão e perder deliberadamente, mesmo “tendo razão, como sempre” e tentar usufruir do resultado, seja ele qual for”. O resultado vai ser...experimente você mesmo. Como dizem os mestres ao trazer esse padrão à consciência, ao testemunhá-lo, você deixa de se identificar com ele. À luz da sua consciência, o padrão de inconsciência irá se dissolver rapidamente.
Esse é o fim de todos os argumentos e jogos de poder, tão prejudiciais aos relacionamentos, e sempre nos arrependemos deles depois da disputa. O poder sobre os outros é a fraqueza disfarçada de força.

 O Tai Chi faz exatamente isso: o bom lutador aguarda o golpe furioso do adversário e aproveitando-se da força dele, sem oposição, mas num gesto redondo de acolhimento o derruba e domina. Se você se colocar no Agora, vai perceber que o poder de fato é interior, não está fora, não pede aprovação e aplauso, e está à sua disposição. Agora. O remédio está no Agora, pois nele não há futuro, não há preocupação. O único jeito de saber se é verdade, é começar a praticar...



quarta-feira, 9 de maio de 2012

Trabalho no íntimo





Trabalho no íntimo
Atua no exterior.
Não julgues,
Ouve apenas.
Não te admires,
Olha apenas.
Ama a todos.



Experiência no exterior
Atua no íntimo.
Não evites,
Procura apenas.
Não repilas,
Suporta apenas,
Até que seja alcançado.


Calma no íntimo,
Amor no exterior.
Não digas,
Sofre apenas.
Não perguntes,
Espera apenas,
Até que seja concedido.
(Rudolf Steiner)